
Portugal deu hoje mais um passo importante na consolidação da sua presença no espaço, com o lançamento de mais seis satélites: um ótico de Muita Alta Resolução (VHR), um com tecnologia radar (SAR) e quatro de comunicações marítimas.

Concretizados no âmbito da Agenda NEW SPACE PORTUGAL, liderada pela GEOSAT, estes satélites dão continuidade ao trabalho e ambição de afirmar Portugal como protagonista emergente no setor espacial europeu e, assim, consolidar também a soberania e a capacidade tecnológica, bem como alavancar a economia do novo espaço nacional.

Dois destes satélites – o SAR da Força Aérea Portuguesa (FAP) e o VHRLight NextGen do CEiiA – contribuirão para reforçar com capacidades de observação da Terra e ‘duplo uso’ (civil e militar) o maior projeto espacial português até à data: a Constelação do Atlântico. O primeiro resulta do acordo de parceria da hashtag FAP com a ICEYE, e o segundo do CEiiA com a Satellogic, desenvolvido com a colaboração da N3O.

Enquanto o satélite SAR dotará Portugal com capacidade para observar a Terra em quaisquer condições meteorológicas, de dia e de noite, assegurando monitorização contínua e fiável, o VHRLight NextGen vai permitir captar imagens da superfície terrestre com resolução de 70 cm por pixel, recorrendo a tecnologia multiespectral de última geração.

A bordo da missão Transporter-16, seguiram ainda quatro satélites CubeSat VDES integrados em Portugal pela LusoSpace, desenvolvidos em parceria com a AAC Clyde Space, para a Constelação Lusíada. Estes satélites, financiados também no âmbito da Agenda New Space Portugal, têm como foco a monitorização e o reforço das comunicações no domínio marítimo.

“A importância do Espaço” foi tema em destaque no programa Sociedade Civil, da RTP2, que contou com a participação de quatro organizações que integram a Agenda New Space Portugal: GEOSAT, CEiiA, Omnidea e N3O.
Durante a conversa, discutiu-se o desenvolvimento que o setor espacial português está a viver e a capacidade de atrair e reter talento para os projetos inovadores em curso. Projetos que, ao longo da próxima década, ambicionam posicionar o País como uma nação espacial, promovendo a tecnologia desenvolvida em Portugal nos mercados globais de Sustentabilidade, Segurança e Defesa.
Também se abordou a necessidade de mecanismos de investimento eficazes que permitam ao País consolidar uma ‘economia do novo espaço’, reforçando a importância desta aposta num setor tão estratégico como o setor espacial, atualmente em aceleradíssimo crescimento a nível mundial.
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